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Aos 12 anos de idade tive a grata oportunidade de ver, pela primeira vez,
um aeromodelo radio-controlado. Dessa época em diante eu percebi que não mais poderia ficar sem voar e que o mais excitante era voar os aeromodelos projetados e construídos por mim. Participei de vários campeonatos Brasileiros de Acrobacia organizada pela ABA – Associação Brasileira de Aeromodelismo - sempre voando com aviões projetados por mim. Conquistei várias medalhas e troféus, chegando algumas vezes a alcançar a primeira colocação nas provas disputadas. Em 1982 começou a segunda fase da minha vida – voar em aviões experimentais também projetados e executados por mim.
Acreditando na capacidade de construir o meu primeiro ultraleve e
inspirado em um modelo norte-americano, o Laser, saiu da prancheta para as
pistas um ultraleve biplace equipado com dois motores de motoserra e que
posteriormente foi transformado em quadrimotor.
Para viabilizar uma produção em escala, seria necessária a alocação de um valor expressivo de capital, o que não dispúnhamos naquela época. A solução mais viável foi buscar investimentos. O Grupo Constrular, formado por empresas tradicionais que atuavam no mercado da construção civil em Uberlândia, adquiriu os direitos de fabricação do ELU, que após sofrer pequenas modificações para atender às exigências da legislação que regia a construção das aeronaves UTL (Ultraleves), conseguiu o licenciamento e a autorização para a montagem da sua fábrica, a ASA INDÚSTRIA AERONÁUTICA LTDA. O ELU passou a se chamar AC-101 Astro, e foram produzidas mais de 120 unidades deste aparelho no período de 86 a 88. O Astro situou-se entre um dos Ultraleves mais respeitados do Brasil. Também foram construídas seis unidades do Pober Pixie, um Ultraleve de projeto norte-americano.
Por força de contrato, os meus trabalhos na ASA terminaram com o início da produção em escala do Astro. A partir de 1988, comecei a desenvolver dois novos projetos: o Falcão AG-21 Agrícola e o Falcão AC-22 Treinador. Em 1992 decolaram os primeiros protótipos do Falcão AG-21 Agrícola e do Falcão AC-22 Treinador. As duas aeronaves foram duramente testadas num período de dois anos, época em que foram feitas todas as correções necessárias para o perfeito funcionamento de ambas. Estes protótipos, após serem devidamente licenciados na categoria experimental, foram vendidos e encontram-se em plena atividade (sem fins comerciais) até hoje. Em 1997 colocamos a terceira unidade do Falcão AG-21 Agrícola em operação. Estes aviões vêm demonstrando as suas qualidades em diferentes partes do país. O Projeto Falcão sempre foi acompanhado de perto e as horas voadas destes três aviões serviram para que se conseguisse o total aperfeiçoamento para os trabalhos na agricultura. Até o momento foram construídas sete unidades do Falcão AG-21 Agrícola.
Erick Nilson Rodrigues da Cunha |
Primeiro ELU quadrimotor
Ultraleve Pelicano
AC-101 Astro
Pober Pixie
Falcão AG-21 Agrícola
Falcão AC-22 Treinador
Falcão AG-21 Agrícola
Falcão AG-21 Agrícola
Falcão motor V-8
J-3 com motor VW 2.0 (água)
AC-101 Astro
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Feliz a Nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que ele escolheu para sua herança! |
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